Quando minha lira
se romper,
pendurai-a ao relento,
num rebento qualquer.
Ouvireis, na certa,
no bolício do vento
e na cantilena da fonte
seu profundo lamento.
E então, sabereis,
que minha lira partida,
pendurada ao relento,
num rebento qualquer,
sabe tudo da vida, da morte,
do mal e do bem-querer.
No entanto, um momento...
Tende muito cuidado;
minha lira é fêmea,
sabe tudo de mulher.






